de Souza Lindner ART PROJECTS

quinze anos

posições na arte alemã desde 1989 - curadoria Sheila Cabo
Tratando, porém, a pintura com seriedade, recupera valores pictóricos que, em gritante contraste com as imagens muitas vezes apropriadas de revistas de etnologia ou de medicina, criam uma pintura em que a tônica é, sem dúvida, a ironia, o sarcasmo, a sátira.
Michael Bach levanta, também, o problema do interesse crescente nos últimos anos pela paisagem, que em suas pinturas, sempre partindo de fotografias, se configura em verdadeiros desertos urbanos, ambientes ostensivamente construídos, que se fecham em si mesmos, inviabilizando a presença do homem, suas experimentações e seus deslocamentos.
Também como sátira apresenta-se a pintura de Cornelius Völker. O artista faz uma verdadeira arqueologia do cotidiano, recolhendo, em uma mirada fotográfica, que pressupõe o instantâneo, os fragmentos de seres e ações que, em pintura, ganham a pincelada matérica dos selvagens e a cor estridente da mass media.
Sigmar Polke
Halucie (madona), 1998
serigrafia em
cores
A. R. Penck
(Ralf Winkler)
sem título, 1990
litografia

Michael Bach
Kunst am Bau (mural), 1999
óleo sobre tela
30 x 70 cm
paisagem urbana na antiga Berlim oriental

Cornelius Völker
Hund (cachorro),1999
óleo sobre tela
50 x 60 cm
Thomas Kohl
Brig (brig), 1991
óleo sobre tela
50 x 70 cm
Walther Dahn
sem título, 1997
óleo sobre tela
30 x 30 cm
texto Sheila Cabo press release
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