Abertura:
19 de julho de 2005, às 19:00h
Exposição:
20 de julho a 27 de agosto de 2005
A EXPOSIÇÃO
Com linha forma cor 2005 a galeria de arte Theodor Lindner apresenta quatro artistas do concretismo e com isto faz uma ligação à exposição de mesmo nome realizada ano passado. Na exposição de 2004 puderam ser vistos trabalhos de Max Bill, Carlos Cruz-Diez, Julio Le Parc e Almir Mavignier. Desta vez Theodor Lindner mostra cerca de quinze trabalhos gráficos e objetos criados nos anos 70, por Getulio Alviani (Itália), Verena Lewensberg (Suíça), François Morellet (França) e - em homenagem à comemoração este ano de seu octagésimo aniversário - mais uma vez, Almir Mavignier (Brasil, Alemanha). No âmbito dos parâmetros da arte concretista estes artistas estão ligados por seu interesse comum pelas questões de estruturação de espaços. Preços entre 2 mil e 12 mil reais.
OS ARTISTAS

Getulio Alviani (*1939) é um dos expoentes da arte programada e da arte gestáltica. Seu principal interesse é a percepção visual de elementos vibráteis pesquisada em uma longa série de trabalhos intitulada "Superfície a testura vibratile". Em 1981 tornou-se diretor do Museu de Arte Moderna de Veneza, neste sentindo não é por coincidência que seu trabalho gráfico lembra a escola venezuela de Soto e Cruz-Diez. Foi convidado para a Bienal de Veneza em 1986 e 1993.

Verena Loewensberg (1912-1986) parte de pequenas formas quadráticas, que como meios de composição criam grandes formas geométricas. Já nos anos 70 desenvolveu uma linguagem iconográfica, cuja aparência parece ter antecipado as atuais imagens digitalizadas. Ao lado de Max Bill, Camille Graeser e Richard Paul Lohse, Verena Loewenberg representa o concretismo suíço, que nos anos 50 forneceu impulsos importantes ao desenvolvimento desta arte no Brasil.

Almir Mavignier (*1925) incentivado por Max Bill, estudou nos anos 50 na Escola Superior da Forma em Ulm, Alemanha. Mais tarde recebeu uma cátedra na Escola Superior de Artes Visuais em Hamburgo. Mavignier tornou-se conhecido na Alemanha principalmente pelos seus trabalhos como gráfico e criador de cartazes. Sua linguagem iconográfica caracteriza-se por pontos reticulados, cuja intensidade varia sensivelmente. Mavignier participou diversas vezes das Bienais de Veneza e de São Paulo e também da Dokumenta em Kassel. Entre as homenagens que lhe serão feitas este ano por ocasião da comemoração de seus 80 anos, figura uma exposição individual no MAC de Niterói.

François Morellet (*1926) é talvez o mais importante representante vivo da arte construtiva. Partindo de uma pintura, que almeja sistematicamente a divisão do espaço tendo a matemática como fundamento, Morellet abriu caminho para a tridimensionalidade. Em 1963 iniciou suas obras com instalações de néon e um ano mais tarde participou com elas da Dokumenta em Kassel. Em 1960, ao lado de Julio Le Parc, foi uma das figuras mais importantes do Grupo G.R.A.V. (Grupo de Pesquisa de Arte Visual). Em 2004 sua obra pôde ser vista em uma Retrospectiva muito visitada, no Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro.
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