de Souza Lindner ART PROJECTS

homunkuli - Zaven Paré e Júlio Rodrigues - sculpture

Zaven Paré
   
Júlio Rodrigues
As esculturas de metal de Zaven Paré associam diversos materiais, em sua maioria usados, a conjuntos complexos. Fundamentado na tradição do séc. 19, Paré utiliza Meccano, vidro e plástico para remodelar partes da estrutura do corpo humano e pesquisar seus mecanismos de forma exemplar em partes distintas (rosto, coração, genitália).
A remodelação mecânica do corpo como  autômato é completada por meio de efeitos óticos e acústicos, e dessa forma lhe concede vida. As obras de Paré remetem aos mundos fantásticos de E.T.A. Hoffmann e Villier de Lisle Adam, porém não sem antes ironizar sua gravidade metálica – como por exemplo, com um balão dançante em uma corrente de ar.
As esculturas de Júlio Rodrigues simulam equívocos visuais calculados. As figuras de embriões flutuantes em líquido conservante são na verdade pele de porco, que o médico Rodrigues costurou sem preocupação com a estética desta intervenção.
Desta forma surgem seres artificiais grotescos, cujo caráter de produto está em forte contraste com a divindade da criação. Apresentados em pequenos vidros e imersos em formol, os trabalhos de Rodrigues se colocam no contexto da ciência do séc. 19, enquanto irritantes acessórios de moda como, por exemplo, cílios postiços, estabelecem a ponte com o presente.
Zaven Paré
La glande pinéale, 2005
metal, vidro, projetor (slide)
115 x 95 x 25 cm
Zaven Paré
L´iconodule absolu, 2005
metal, plástico, projetor (slide)
38 x 38 x 52 cm
Júlio Rodrigues
Projeto 06, 2005
tecido animal, vidro, formol, acrílico
35 x 30 x 25 cm
registro fotográfico: Andrea Capella
Júlio Rodrigues
Projeto 05, 2005
tecido animal, vidro, formol, acrílico
25 x 35 x 20 cm
registro fotográfico: Andrea Capella
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