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O projeto rio
revisitado está ligado a uma tradição do séc.
XIX. A conquista visual da cidade do Rio de Janeiro por pintores
da França, Inglaterra e Alemanha cunhou sua iconografia segundo
os padrões do academicismo europeu e nesse sentido fixou-se
na tradição do colonialismo. Pintores como Jean-Baptist
Debret, Johann Moritz Rugendas, Thomas Ender, Félix-Emile
Taunay, Georg Grimm, apesar de possuirem uma percepção
moderna para os parâmetros daquele tempo, reproduziam a visão
dos conquistadores, dos ocupadores. Hoje, as produções
artísticas daquela época são importantes documentos
históricos e cobiçados objetos de coleção. No
entanto, que visão têm da cidade os artistas europeus
contemporâneos? Qual a importância da reflexão
histórica na percepção atual do local? Como
a propaganda, a cultura popular e a indústria do turismo
se refletem na visão dos artistas de nosso tempo? Seria a
cidade atualmente, vista mais como ponto de cristalização
de fantasias repletas de clichês ou no contexto de uma típica
e moderna megalópole? Até
esta data os seguintes artistas alemães contemporâneos
visitaram o Rio de Janeiro e deixaram suas experiências fluir
em sua produção artística:
Hans-Jörg Holubitschka,
Düsseldorf
Cornelius
Völker, Düsseldorf
Michael Bach, Düsseldorf
Kerstin Franke-Gneuss,
Dresden
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