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a exposição
Depois da inauguração
em abril deste ano com os Multiples de Joseph Beuys, a Theodor
Lindner Galeria de Arte abre a segunda exposição,
realizando a proposta então lançada de ser um
território multicultural e um espaço de intercâmbio
artístico internacional. Estão juntos nesta
exposição quatro reprensentantes do concretismo,
mundialmente conhecidos: o suiço Max Bill, o venezuelano
Carlos Cruz-Diez, o brasileiro Almir Mavignier e o argentino
Julio le Parc. Como no „manifesto concreto“ de
Theo van Doesburg, os quatro artistas trabalham excluindo
os elementos líricos ou simbólicos e criando
suas obras, baseados em critérios técnicos e
às vezes até matemáticos. O uso dos chamados
recursos „concretos“ como cor, superfície,
linha e volume é significativo.
os artistas
Max Bill (1908 – 1994) iniciou seus
estudos em Zurique e mais tarde estudou na Bauhaus, em Dessau.
Atuou como arquiteto, pintor, escultor, designer e professor
de artes. Entre 1932 a 1936 foi membro do grupo abstração-criação,
em Paris. Em 1950 projetou a Escola Superior da Forma e tornou-se
seu primeiro reitor. Neste mesmo ano ele realizou uma grande
exposição individual no MASP. Em 1951 ganhou
o prêmio internacional de escultura da Bienal de São
Paulo com a obra „Unidade Tripartida“. Bill exerceu
uma forte influência sobre o movimento neoconcretista
brasileiro e também sobre o desenvolvimento artístico
de importantes artistas como Ivan Serpa, Lygia Clark, Hélio
Oiticia e Lygia Pape. Na exposição da Theodor
Lindner Galeria de Arte estão dois objetos que fazem
parte da temática „do triângulo ao octógono“
e ainda a importante série gráfica das quatro
variações quânticas: „azul e amarelo
se transformam em vermelho e verde“.
Carlos Cruz-Diez (1923) é juntamente
com Rafael Jesus Soto um dos expoentes da arte cinética
sul-americana. Após concluir seus estudos na Escola
de Artes Plásticas de Caracas, ele trabalhou como desenhista
publicitário e ilustrador. Mais tarde tornou-se reitor
da escola superior em que estudara. Cruz-Diez ocupou-se intensivamente
com a valência física da cor; suas obras revelam
um espantoso efeito ótico, que depende da luz e do
movimento do observador. As obras gráficas exibidas
nesta exposição da Theodor Lindner Galeria de
Arte são exemplos deste trabalho.
Almir Mavignier, nascido no Rio de Janeiro
em 1925, iniciou seus estudos com Arpad Szenes e Henrique
Boese. O desenvolvimento de sua arte foi influenciado pelo
encontro com Mario Pedrosa e Nise da Silveira. No entanto,
definiu a direção do construtivismo enquanto
frequentava a Escola Superior da Forma, em Ulm e a conviver
com Max Bill, Max Bense e Joseph Albers. Em 1965, Mavignier
foi nomeado professor na Escola Superior de Artes Plásticas
de Hamburgo. Com seu conceito inovador de cartazes aditivos,
Mavignier deixou importantes marcas no design publicitário
dos anos 70 e 80. Almir Mavignier participou de várias
Bienais em São Paulo (1951, 1961,1969 e 1975) , da
Dokumenta de 1964 em Kassel e também da Bienal de Veneza,
em 1964 e 1986.
Julio le Parc, nasceu em 1928, cresceu em
Buenos Aires e teve as primeiras aulas de arte na Escola Nacional
de Belas Artes desta cidade. Porém, seu trabalho só
ficou conhecido após o encontro com Victor Vasarely,
em Paris. Mais tarde tornou-se um dos fundadores e mentor
do „Grupo de Pesquisas de Artes Visuais“ –
GRAV. Este grupo dedicava-se à concepção
de objetos ótico-cinéticos interativos e ambientes
chamados „Labirintos“. Le Parc participou de diversas
exposições e ganhou o Prêmio Internacional
de Pintura na Bienal de Veneza, em 1966. As obras aqui expostas
na Theodor Lindner Galeria de Arte são exemplos de
seu trabalho com séries de cores e formas geométricas
simples.
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Sobre a Theodor Lindner Galeria de Arte
Nascido em 1958 na Alemanha e vivendo no Rio de Janeiro desde
1998, Theodor Lindner tem formação em Letras,
Literatura e Cultura com mestrado pela University of Califórnia
e atuou muito tempo na área de educação.
Há quinze anos entrou no mercado comercial das artes
plásticas, estando agora definitivamente envolvido
com a arte contemporânea. Em 26 de abril de 2004 ele
inaugurou a Galeria de Arte Theodor Lindner em Ipanema, abrindo
com a exposição Multiples de Joseph Beuys. Ele
oferece a Galeria como um novo fórum para a arte contemporânea
e quer lançar uma ponte cultural, trazendo artistas
da Europa, especialmente a arte alemã, mas também
a nova arte brasileira e com isto contribuir para a internacionalização
das artes plásticas no cenário carioca.
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