linha forma cor

Max Bill, Carlos Cruz-Diez, Almir Mavignier e Julio le Parc
16 de agosto a 11 de setembro de 2004


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a exposição

Depois da inauguração em abril deste ano com os Multiples de Joseph Beuys, a Theodor Lindner Galeria de Arte abre a segunda exposição, realizando a proposta então lançada de ser um território multicultural e um espaço de intercâmbio artístico internacional. Estão juntos nesta exposição quatro reprensentantes do concretismo, mundialmente conhecidos: o suiço Max Bill, o venezuelano Carlos Cruz-Diez, o brasileiro Almir Mavignier e o argentino Julio le Parc. Como no „manifesto concreto“ de Theo van Doesburg, os quatro artistas trabalham excluindo os elementos líricos ou simbólicos e criando suas obras, baseados em critérios técnicos e às vezes até matemáticos. O uso dos chamados recursos „concretos“ como cor, superfície, linha e volume é significativo.


os artistas

Max Bill (1908 – 1994) iniciou seus estudos em Zurique e mais tarde estudou na Bauhaus, em Dessau. Atuou como arquiteto, pintor, escultor, designer e professor de artes. Entre 1932 a 1936 foi membro do grupo abstração-criação, em Paris. Em 1950 projetou a Escola Superior da Forma e tornou-se seu primeiro reitor. Neste mesmo ano ele realizou uma grande exposição individual no MASP. Em 1951 ganhou o prêmio internacional de escultura da Bienal de São Paulo com a obra „Unidade Tripartida“. Bill exerceu uma forte influência sobre o movimento neoconcretista brasileiro e também sobre o desenvolvimento artístico de importantes artistas como Ivan Serpa, Lygia Clark, Hélio Oiticia e Lygia Pape. Na exposição da Theodor Lindner Galeria de Arte estão dois objetos que fazem parte da temática „do triângulo ao octógono“ e ainda a importante série gráfica das quatro variações quânticas: „azul e amarelo se transformam em vermelho e verde“.

Carlos Cruz-Diez (1923) é juntamente com Rafael Jesus Soto um dos expoentes da arte cinética sul-americana. Após concluir seus estudos na Escola de Artes Plásticas de Caracas, ele trabalhou como desenhista publicitário e ilustrador. Mais tarde tornou-se reitor da escola superior em que estudara. Cruz-Diez ocupou-se intensivamente com a valência física da cor; suas obras revelam um espantoso efeito ótico, que depende da luz e do movimento do observador. As obras gráficas exibidas nesta exposição da Theodor Lindner Galeria de Arte são exemplos deste trabalho.

Almir Mavignier, nascido no Rio de Janeiro em 1925, iniciou seus estudos com Arpad Szenes e Henrique Boese. O desenvolvimento de sua arte foi influenciado pelo encontro com Mario Pedrosa e Nise da Silveira. No entanto, definiu a direção do construtivismo enquanto frequentava a Escola Superior da Forma, em Ulm e a conviver com Max Bill, Max Bense e Joseph Albers. Em 1965, Mavignier foi nomeado professor na Escola Superior de Artes Plásticas de Hamburgo. Com seu conceito inovador de cartazes aditivos, Mavignier deixou importantes marcas no design publicitário dos anos 70 e 80. Almir Mavignier participou de várias Bienais em São Paulo (1951, 1961,1969 e 1975) , da Dokumenta de 1964 em Kassel e também da Bienal de Veneza, em 1964 e 1986.

Julio le Parc, nasceu em 1928, cresceu em Buenos Aires e teve as primeiras aulas de arte na Escola Nacional de Belas Artes desta cidade. Porém, seu trabalho só ficou conhecido após o encontro com Victor Vasarely, em Paris. Mais tarde tornou-se um dos fundadores e mentor do „Grupo de Pesquisas de Artes Visuais“ – GRAV. Este grupo dedicava-se à concepção de objetos ótico-cinéticos interativos e ambientes chamados „Labirintos“. Le Parc participou de diversas exposições e ganhou o Prêmio Internacional de Pintura na Bienal de Veneza, em 1966. As obras aqui expostas na Theodor Lindner Galeria de Arte são exemplos de seu trabalho com séries de cores e formas geométricas simples.

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Sobre a Theodor Lindner Galeria de Arte
Nascido em 1958 na Alemanha e vivendo no Rio de Janeiro desde 1998, Theodor Lindner tem formação em Letras, Literatura e Cultura com mestrado pela University of Califórnia e atuou muito tempo na área de educação. Há quinze anos entrou no mercado comercial das artes plásticas, estando agora definitivamente envolvido com a arte contemporânea. Em 26 de abril de 2004 ele inaugurou a Galeria de Arte Theodor Lindner em Ipanema, abrindo com a exposição Multiples de Joseph Beuys. Ele oferece a Galeria como um novo fórum para a arte contemporânea e quer lançar uma ponte cultural, trazendo artistas da Europa, especialmente a arte alemã, mas também a nova arte brasileira e com isto contribuir para a internacionalização das artes plásticas no cenário carioca.

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